Investigações da Polícia Federal apontam que Lulinha
teria participado, junto com a lobista Roberta Luchsinger e o empresário Camilo
Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, de três tentativas de fechar negócios
com o Ministério da Saúde durante o governo Lula (PT).
De acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, as
tratativas envolviam contratos que poderiam movimentar valores milionários.
Entre elas estava uma proposta de venda de R$ 627 milhões em medicamentos à
base de cannabis, além de negociações para fornecimento de testes rápidos para
dengue e outras arboviroses.
Houve também uma tentativa de viabilizar parcerias
produtivas com a Iquego (Indústria Química do Estado de Goiás), laboratório
público ligado ao governo estadual. Nenhuma das três iniciativas, porém, foi
concretizada. As propostas foram barradas ou não avançaram na área técnica do
Ministério da Saúde.
No caso do canabidiol, a ideia era centralizar no
governo federal a compra dos medicamentos para atender pacientes que obtiveram
na Justiça o direito ao tratamento. O plano previa o fornecimento de cerca de
1,2 milhão de frascos por ano por quatro empresas, entre elas a WorldCann,
ligada ao “Careca do INSS”.
A PF também investiga a atuação de Roberta
Luchsinger como lobista e aponta Lulinha como possível beneficiário indireto de
suas ações. A investigação ainda identificou pagamentos de despesas pessoais de
Marco Aurélio Ribeiro, mais conhecido como “Marcola”, ex-chefe de gabinete de
Lula, feitos pela empresária em 2024.

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