quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Em processo, empregada chama Lulinha de “marido” de Roberta Luchsinger

 


Uma ex-empregada doméstica da lobista Roberta Luchsinger em Brasília chama o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, de “marido” da lobista em um processo judicial contra a ex-patroa. A notícia é da CNN Brasil. 

No processo, Zildeni Gomes de Souza também anexou mensagens que confirmam que Lulinha morava na mesma casa que Roberta quando estava em Brasília, na QI 26 do Lago Sul. Como mostrou a coluna, a casa era o “QG” de Lulinha quando ele estava em Brasília.

O processo discute a frustração da promessa de Roberta de comprar uma casa para Zildeni no Itapoã, bairro popular de Brasília, o que acabou não se concretizando.

“No curso das tratativas, sobreveio situação envolvendo o marido da Ré, o empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido publicamente como ‘Lulinha’, fato que culminou na saída do casal do país”, diz um trecho da ação.

O processo foi iniciado em julho deste ano, inicialmente no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). Pouco depois do início da ação, o TJDFT enviou o caso para a Justiça do Trabalho. Hoje, o processo tramita no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10). Zildeni é representada no caso pelo advogado Evandro Inácio Kuwabara.

“Cumpre destacar que a relação existente entre as partes ultrapassava uma simples relação comercial. A autora trabalhou por anos na residência da ré (Roberta Luchsinger), circunstância que naturalmente gerou entre ambas vínculo de confiança e proximidade, reforçando a credibilidade das tratativas posteriormente estabelecidas (para a venda da casa)”, diz a petição inicial de Zildeni.

No processo, Zildeni afirma que incorreu em gastos para providenciar a documentação necessária à compra da casa. Ela pede indenização de R$ 15 mil por danos materiais e mais R$ 40 mil por danos morais. O valor total da causa é de R$ 345 mil.

“A requerente laborava de segunda a sexta-feira, sendo que, em 03 (três) dias da semana, cumpria jornada de aproximadamente 12 (doze) horas no período noturno”, diz a ação movida por Zildeni. O salário mensal dela era de R$ 3 mil.

Em uma das mensagens anexadas ao processo, Luchsinger também sugere que Lulinha iria ao imóvel. “Sofri acidente esquiando. Fábio estará aí dia 27”, diz ela.

 

 

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