A primeira agenda de campanha de Flávio Bolsonaro
(PL-RJ) no Nordeste evidenciou as dificuldades do candidato bolsonarista na
região, que foi decisiva para a vitória de Lula (PT) em 2022. Recepcionado
apenas por militantes e políticos de direita, Flávio viu aliados locais
evitarem o palanque e apostou na aproximação com líderes religiosos durante
agenda em Maceió nesta terça-feira (25).
Para tentar diminuir a vantagem de Lula no Nordeste,
a campanha aposta em uma tática de tolerância: o PL apoia nomes do Centrão e da
centro-direita (como ACM Neto na Bahia e Ciro Gomes no Ceará) sem exigir
reciprocidade pública no primeiro turno, visando preservar esses candidatos de
perderem votos de eleitores lulistas e garantir apoios no segundo turno.
No primeiro estado visitado, o cenário gerou
frustração. O prefeito de Maceió e candidato à reeleição, JHC (PSDB) — cujo
partido e coligação incluem aliados locais —, e o ex-deputado Arthur Lira
(PP-AL) não participaram da recepção oficial, ignoraram o candidato nas redes
sociais e evitaram declarar voto publicamente para blindar suas próprias campanhas
da polarização nacional. Flávio limitou-se a encontrar Lira em um culto da
Assembleia de Deus e a reforçar o apoio a JHC.
Apelo econômico e social
Diante do isolamento político, Flávio focou em
reuniões com empresários, acenos ao turismo e na lembrança de medidas populares
da gestão anterior, como o Bolsa Família de R$ 600 e a transposição do São
Francisco, afirmando que o eleitor nordestino busca o futuro e está
decepcionado com o atual governo.
Com informações da Folha de São Paulo

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