O presidenciável Augusto Cury (Avante) evitou
afirmar de forma categórica se houve uma tentativa de golpe de Estado nos
acontecimentos que envolveram o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus aliados e
disse que, caso chegue à Presidência, pretende reunir um grupo de juristas para
analisar os processos, as condenações e a proporcionalidade das penas.
Durante a sabatina, Cury afirmou ter uma “suspeita”
sobre a existência de uma tentativa de golpe, mas rejeitou entrar no que chamou
de “guerra política” entre direita e esquerda e declarou que eventuais
responsáveis não serão beneficiados caso a revisão conclua pela ocorrência do
crime.
A declaração foi dada depois de o entrevistador
insistir para que Cury apresentasse uma posição sobre o julgamento já
realizado. “O julgamento não foi suficiente. Eu quero analisar, porque eu não
vou entrar nessa polarização”, afirmou Cury.
Cury estabeleceu uma condição importante para
qualquer eventual revisão dos casos. “Se houve golpe, houve tentativa de golpe,
eles não serão, eles não serão beneficiados”, declarou.
“Eu vou chamar um grupo de juristas, a partir das
convicções desses juristas. Vou analisar os processos adequadamente, se houve, de
fato ou não, tentativa de golpe e quais foram as penas desproporcionais.”
“Na minha suspeita, na minha avaliação, houve várias, várias prisões, várias
condenações que foram desproporcionais”, afirmou. Cury mencionou o caso de
Débora do Batom, que ganhou projeção nacional após escrever com batom a frase
“Perdeu, mané” na estátua da Justiça durante os atos de 8 de janeiro de 2023.
Com informações de Congresso em Foco

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