O senador Magno Malta fez um pronunciamento
contundente no plenário do Senado Federal contra o Supremo Tribunal Federal e o
ministro Alexandre de Moraes. Em discurso duro, o parlamentar criticou o que
chamou de abusos do STF, acusou a Corte de extrapolar suas funções
constitucionais e afirmou que ministros estariam se protegendo mutuamente
diante das críticas da sociedade.
Durante a fala, Magno Malta subiu o tom ao mencionar
as multas aplicadas a caminhoneiros que participaram das manifestações após as
eleições de 2022. O senador se referiu a Alexandre de Moraes como “esse demônio
de ministro” e “essa peste”, ao criticar as decisões que, segundo ele,
atingiram trabalhadores que apenas exerceram o direito constitucional de
manifestação.
No plenário, Malta afirmou que o Brasil vive uma
crise institucional provocada pelo avanço do ativismo judicial. Para ele, o
Supremo Tribunal Federal deixou de atuar apenas como guardião da Constituição e
passou a interferir em decisões políticas, eleitorais e sociais. O senador
citou o ex-ministro Eros Grau para reforçar a crítica de que a função do STF
deveria ser proteger a Constituição, e não decidir conforme preferências
pessoais ou sentimentos dos ministros.
Segundo Magno Malta, o Supremo se comporta hoje como
uma instituição fechada, na qual “um tenta blindar o outro”. O parlamentar
afirmou que ministros do STF usam o discurso de defesa da democracia para
justificar prisões, punições e decisões que, na avaliação dele, violam direitos
fundamentais. Ele também disse que “não há Constituição” no país e que o ordenamento
jurídico estaria sendo desrespeitado.
O senador ainda criticou a postura do Senado Federal
diante do Supremo Tribunal Federal. Para Malta, a Casa deveria reagir com mais
firmeza contra decisões individuais de ministros e contra o que ele classifica
como abuso de autoridade. Em tom provocativo, ele defendeu que os brasileiros
elejam mais de 40 senadores conservadores com perfil combativo, chamados por
ele de “pitbulls sem vacina”, para enfrentar o poder do STF.
Magno Malta também associou as decisões do Supremo à
perseguição contra apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar
afirmou que Bolsonaro e seus aliados foram atacados “em nome da democracia” e
sustentou que a narrativa democrática estaria sendo usada para encobrir abusos
institucionais.
O pronunciamento de Magno Malta no Senado Federal
reforça o embate entre parlamentares da oposição e o Supremo Tribunal Federal.
Ao chamar Alexandre de Moraes de “demônio” e afirmar que o STF se blinda, o
senador elevou o tom das críticas e colocou novamente em debate temas como
ativismo judicial, liberdade de expressão, manifestações de 2022, anistia e
limites entre os Poderes.

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