O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN)
decidiu, por 10 votos a 4, nesta quarta-feira (1º), rejeitar a promoção do juiz
Henrique Baltazar ao cargo de desembargador pelo critério de antiguidade. O
resultado encerra um impasse que já se arrastava desde outubro do ano passado,
quando abriu-se a vaga após a aposentadoria do desembargador Vivaldo Pinheiro.
Votaram contra a promoção de Henrique Baltazar os
desembargadores Ibanez Monteiro (presidente do TJRN), Amaury de Souza, Berenice
Capuxú, João Rebouças, Saraiva Sobrinho, Glauber Rêgo, Lourdes Azevêdo, Ricardo
Procópio, Sandra Elali e Martha Danyelle.
Já os desembargadores Cláudio Santos, Amílcar Maia,
Dilermando Mota e Cornélio Alves votaram a favor da promoção do juiz. Pelo
critério de antiguidade, Henrique Baltazar aparece como o primeiro nome apto à
promoção para o cargo de desembargador.
A análise da promoção, porém, foi interrompida após
alguns desembargadores apresentarem questionamentos apontando o suposto
descumprimento de decisões judiciais de instâncias superiores pelo juiz, especificamente
relacionadas à sua atuação na Vara de Execuções Penais de Natal. Ele responde a
um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), que resultou posteriormente em um
Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).
O julgamento foi retomado no dia 17 de junho de
2026, mas foi novamente adiado após o desembargador Saraiva Sobrinho citar
“fatos novos” relacionados ao TAC assinado pelo juiz Henrique Baltazar. O
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), através de decisão da conselheira Jaceguara
Dantas, determinou que fosse marcada uma nova data para decidir sobre o
preenchimento da vaga. Ela afirmou que a demora ultrapassava os prazos
previstos nas normas do Poder Judiciário.
Após a determinação, a votação foi marcada para este
dia 1º. Durante o julgamento, a defesa do juiz Henrique Baltazar sustentou que
parte das acusações se baseava em um documento falso atribuído ao Superior
Tribunal de Justiça (STJ), que determinava a soltura de um criminoso ligado a
uma facção com atuação no Rio Grande do Norte.
A defesa também apresentou uma arguição de suspeição
contra os desembargadores Saraiva Sobrinho, Ricardo Procópio e Glauber Rêgo,
alegando que eles estariam impedidos de participar da votação por terem
representado contra Henrique Baltazar no CNJ, mas o pedido foi rejeitado à
unanimidade pelos magistrados do TJRN.
Apesar dos argumentos apresentados pela defesa, a
maioria dos desembargadores decidiu pela recusa da promoção do juiz Henrique
Baltazar.
Justiça Potiguar

Nenhum comentário:
Postar um comentário