A Confederação Nacional da Indústria (CNI) afirmou
que acompanha com preocupação a nova rodada de tarifas sobre exportações
brasileiras. Segundo a entidade, a sobretaxa agrava um cenário e amplia a insegurança
para empresas dos dois países.
"Os efeitos do aumento de tarifas dos Estados
Unidos estão sendo cada vez mais sentidos pela indústria brasileira: 20 dos 27
Estados reduziram suas exportações ao mercado norte-americano no primeiro
semestre. Diante do anúncio de hoje, o cenário tende a piorar, corroendo ainda
mais a competitividade da indústria brasileira. Não podemos poupar esforços
para reverter essa lógica e retomar a relação que Brasil e Estados Unidos
construíram", afirma o presidente da CNI, Ricardo Alban.
As exportações brasileiras para o mercado
norte-americano diminuíram 13%, o equivalente a US$ 2,6 bilhões, desde 2025 com
o tarifaço. A retração foi influenciada pela redução de 8,7% nas vendas de bens
industriais, especialmente de produtos semimanufaturados de ferro e aço, ferro
fundido bruto, pasta química de madeira não conífera, óleos de petróleo e
produtos semimanufaturados de outras ligas de aço. Apesar da queda, os Estados
Unidos permaneceram como principal destino das exportações da indústria de
transformação brasileira no período.
Segundo levantamento da CNI, os Estados com mais
participação de exportações para os EUA são Sergipe (52,3%), Ceará (33,4%),
Espírito Santo (27,5%) e São Paulo (17,1%). Juntos, eles exportaram US$ 7,8
bilhões para os Estados Unidos no primeiro semestre de 2026.
Estadão Conteúdo

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