O prefeito de Tangará, Augusto César Emmanuel
Pinheiro e Alves, precisa dar explicações urgentes à população e aos órgãos de
fiscalização. Em uma canetada que choca pelo montante financeiro envolvido, o
chefe do Executivo homologou o Pregão Eletrônico nº 015/2026, carimbando o
repasse absurdo de R$ 6.016.660,00 (seis milhões, dezesseis mil,
seiscentos e sessenta reais) dos cofres públicos para uma única empresa. Conforme notícia do Blog Tangaraense.
O objeto? Locação de veículos. A beneficiada?
A OHANA EMPREENDIMENTOS E SERVICOS LTDA (CNPJ: 30.847.880/0001-05). Mas
o que o prefeito não contou ao cidadão de Tangará é a realidade alarmante que
se esconde por trás das cifras milionárias desse contrato.
Cadê a Frota? Empresa Milionária
Funciona em uma Casa Comum
Nossa equipe de investigação jogou no mapa o endereço fiscal da empresa
contratada pelo prefeito, situado na Rua Francisco Antônio de Oliveira, 369, no
município vizinho de Lagoa de Velhos/RN. O resultado salta aos olhos e dispensa
comentários técnicos: é uma residência comum, com portão de ferro e fachada
estritamente familiar. Segue abaixo:
Como uma empresa que teoricamente gerencia frotas
pesadas, caminhões e SUVs de luxo opera dentro de uma casa de bairro, sem
pátio, sem oficina, sem garagem comercial e sem qualquer identificação de
empresa? Onde o prefeito Augusto César acha que os veículos contratados com o
dinheiro do trabalhador de Tangará ficam guardados e recebem a manutenção
prometida?
O Raio-X dos Preços Absurdos Autorizados
pelo Prefeito
Se a estrutura da empresa já acende o alerta
vermelho, a planilha de preços aceita pela gestão municipal é uma afronta ao
bom senso econômico:
Diária de Carro Popular a R$ 480,00: No Item 1, o
prefeito aceitou pagar R$ 480,00 por dia pela locação de um carro de passeio
comum (com motorista). Fazendo as contas, um único veículo popular rodando o
mês cheio vai custar R$ 14.400,00 mensais aos cofres da prefeitura. Em pouco
mais de meio ano, a prefeitura gasta com aluguel o valor de comprar um carro
zero próprio.
Caminhão Sem Motorista por R$ 1.200,00 a Diária: No
Item 4, a locação de um veículo de carga leve (mínimo 4.000 kg) foi fechada
pelo valor pornográfico de R$ 1.200,00 a diária — e detalhe: o contrato
especifica que é SEM motorista incluso. Ao final do prazo, o prefeito vai
queimar R$ 1.080.000,00 apenas com esse aluguel seco de caminhão.
O Guincho de Ouro (R$ 57,49 por Quilômetro): No Item
5, o serviço de guincho plataforma foi registrado pelo valor surreal de R$
57,49 por cada QUILÔMETRO rodado. Qualquer cidadão que já precisou de um
guincho privado sabe que o valor de mercado do km rodado gira entre R$ 4,00 e
R$ 9,00. Pagar quase R$ 60,00 por quilômetro é empurrar o dinheiro público
goela abaixo do desperdício.
O Ministério Público Precisa Agir: Cadê a
Fiscalização?
A pergunta que o povo de Tangará está
fazendo nas ruas neste exato momento é: quem fiscaliza as canetadas do prefeito
Augusto César? Como um município de pequeno porte, que sofre com
carências crônicas na saúde, na assistência social e na infraestrutura urbana,
decide torrar mais de R$ 6 milhões de reais com aluguel de
carros em uma empresa que funciona numa portinha residencial?
O espaço deste blog está integralmente aberto para
que o prefeito de Tangará e os representantes da Ohana Empreendimentos tentem
explicar o inexplicável aos moradores da cidade. Enquanto as respostas não vêm,
formalizaremos esta denúncia junto ao Ministério Público do Rio Grande do Norte
(MPRN) e ao Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN).



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