O esquema de segurança do senador e pré-candidato à
Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), foi reforçado após um
levantamento da equipe de inteligência da Polícia do Senado identificar um
aumento nas ameaças direcionadas ao parlamentar desde o início de junho.
De acordo com os dados, foram catalogados mais de 2
mil conteúdos considerados de risco, incluindo ameaças explícitas, incitações à
violência, referências codificadas e publicações relacionadas a possíveis
ataques contra o senador.
Segundo o relatório, mostrado pela equipe da
pré-campanha de Flávio, o monitoramento registrou 868 ameaças explícitas, 647
manifestações de incitação à violência, 640 referências codificadas e 133
conteúdos relacionados ao planejamento ou à oportunidade de ataques.
Diante do cenário apontado pela inteligência da
Polícia do Senado, a equipe responsável pela proteção do parlamentar adotou
novas medidas de segurança. Entre elas estão a ampliação do efetivo de agentes,
que passou a contar com o triplo de policiais destacados para a missão, e a
utilização permanente de colete balístico por Flávio Bolsonaro durante
compromissos públicos.
Em nota, o senador afirmou que as ameaças não irão
alterar sua agenda política.
“Quem acha que vai me intimidar está perdendo tempo.
Não tenho medo de ameaças. Vou continuar nas ruas, ouvindo os brasileiros e
lutando por um país mais livre, seguro e próspero. Nada vai me impedir de
seguir firme na missão de resgatar o Brasil”, declarou.
A proteção do parlamentar é realizada exclusivamente
pela Polícia do Senado Federal, responsável pela segurança de Flávio Bolsonaro
há oito anos. Segundo informações da equipe, o mesmo modelo de proteção será
mantido ao longo de 2026.
Diário do Poder

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