O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu
estudos de impacto e adotou prudência na aplicação da Lei da Reciprocidade
contra os Estados Unidos.
A postura não é apenas para evitar aumentos ainda
maiores das tarifas, mas também para não levar à elevação dos preços ao
consumidor brasileiro.
“Vamos com cautela”, disse à coluna
do jornalista Gustavo Uribe da CNN o ministro da Fazenda, Dario
Durigan.
O governo federal havia anunciado como pronta
resposta à tarifa de 25% uma reciprocidade econômica. Com a rejeição do setor
empresarial, o presidente decidiu reavaliar.
O governo brasileiro ainda acredita que conseguirá
aumentar a lista de exceções até a próxima quarta-feira (22), com a inclusão de
máquinas e calçados.
As negociações devem ser retomadas no início da
próxima semana. Neste momento, Lula não pretende atuar junto ao presidente
americano, Donald Trump.
O diagnóstico é de que é necessário esgotar todos os
mecanismos de negociação antes de uma ligação direta ao presidente dos Estados
Unidos.
Apesar de elevar os custos para parte das
exportações brasileiras aos Estados Unidos, a nova tarifa deve ter impacto
limitado sobre a economia brasileira como um todo.
A manutenção — e até ampliação — da lista de
produtos isentos reduz significativamente os efeitos agregados sobre o
crescimento e a balança comercial.
CNN Brasil

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