A Polícia Federal afirma que parte dos mais de R$
708 milhões desviados do INSS por meio da Confederação Nacional dos Agricultores
e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer) foi usada para comprar uma frota
de carros de luxo, conforme o Metrópoles.
Segundo o inquérito, o dinheiro retirado
indevidamente de benefícios de aposentados, idosos e indígenas vulneráveis
abasteceu a aquisição de veículos como Porsche, Camaro, BMW, Mustang e Land
Rover.
De acordo com a investigação, os recursos passavam
por empresas de fachada no Distrito Federal e em São Paulo antes de serem
usados na compra dos automóveis.
A PF afirma que essas empresas, mesmo funcionando em
estruturas simples, movimentaram mais de R$ 304 milhões do total desviado pela
Conafer.
Os investigadores apontam que um galpão em
Presidente Prudente (SP) servia para guardar parte da frota. No local, foram
encontrados cerca de 40 veículos.
A investigação também afirma que alguns carros teriam
sido usados como pagamento de vantagens indevidas a ex-integrantes do INSS.
Segundo a PF, o ex-procurador-geral do INSS,
Virgílio Antônio Ribeiro de Oliveira Filho, recebeu uma Toyota Hilux SW4
avaliada em R$ 464 mil.
Já o ex-diretor de Benefícios, André Paulo Félix
Fidelis, teria recebido um VW T-Cross, registrado inicialmente em nome de um
terceiro para ocultar a origem do veículo.
Mensagens interceptadas pela Polícia Federal também
mostram, segundo o relatório, conversas sobre a compra de carros cada vez mais
caros para o presidente da Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes.
A Operação Sem Desconto levou ao bloqueio judicial
de dezenas de veículos, além da apreensão de caminhões e da identificação de
uma tentativa de transferir aeronaves executivas para evitar o confisco.
O relatório foi enviado ao ministro do STF André
Mendonça e caberá à Procuradoria-Geral da República decidir se apresentará
denúncia contra os investigados.




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