A Polícia Federal concluiu que o ex-presidente do
INSS, Alessandro Stefanutto, recebia R$ 250 mil por mês em propina de entidades
investigadas no esquema de descontos associativos irregulares aplicados em
aposentadorias e pensões.
A informação consta no relatório final de 839
páginas da Operação
Sem Desconto, que indiciou Stefanutto e outras 47 pessoas. Segundo a
PF, o ex-presidente era identificado pelo apelido de “Italiano” nas agendas de
investigados e em mensagens que tratavam de pagamentos e confirmações de
recebimento.
De acordo com a investigação, as conversas reunidas
pela PF indicam repasses frequentes ao então presidente do INSS durante o
funcionamento do esquema. O relatório foi encaminhado ao ministro do STF André
Mendonça.
Após a conclusão do inquérito, a defesa de
Alessandro Stefanutto informou que vai pedir ao Supremo a revogação da prisão
preventiva. Os advogados alegam que a investigação foi encerrada e que agora o
caso seguirá para análise da Procuradoria-Geral da República, o que, na
avaliação da defesa, justifica a revisão da medida cautelar.
A Operação Sem Desconto investiga um esquema de
fraudes envolvendo descontos associativos em contracheques de aposentados e
pensionistas do INSS. Até o momento, as conclusões apresentadas pela PF ainda
serão analisadas pela PGR e pelo STF.

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