Uma mulher de 37 anos foi presa preventivamente na
manhã desta quinta-feira (2), em Currais Novos, região do Serido do estado,
suspeita de participar de um esquema de fraude eletrônica que causou prejuízo
de quase R$ 1 milhão. A prisão ocorreu durante a Operação Cavalo de
Tróia, deflagrada pela Polícia Civil do Rio Grande do Norte para investigar
o chamado "golpe do falso CEO".
Além da prisão, os policiais cumpriram mandados de
busca e apreensão com o objetivo de reunir novas provas e aprofundar as
investigações sobre o esquema criminoso.
Segundo a Polícia Civil, a investigação apura um caso
de fraude eletrônica do tipo Business E-mail Compromise (BEC),
também conhecido internacionalmente como CEO Fraud. Nessa
modalidade, criminosos se passam por diretores ou executivos de empresas para
convencer funcionários a realizar transferências bancárias sob falsas
justificativas.
As investigações apontam que a vítima foi enganada
por um suspeito que utilizava um perfil externo na plataforma Microsoft
Teams, identificado com o nome do diretor-presidente da empresa.
Acreditando que se comunicava com o executivo, o funcionário realizou quatro
transferências via Pix, que somaram quase R$ 1 milhão.
De acordo com a Polícia Civil, os valores foram
depositados em uma conta bancária registrada em nome da mulher presa durante a
operação.
A fraude foi descoberta em 8 de maio de 2026, quando
o suposto diretor voltou a solicitar novos pagamentos. Ao conferir a
solicitação pelos canais internos da empresa, a vítima identificou que o perfil
utilizado pertencia a um usuário externo e não ao verdadeiro diretor-presidente.
Durante a operação, os policiais cumpriram mandados
de prisão preventiva e de busca e apreensão domiciliar e pessoal. Também foram
executadas medidas judiciais que autorizam a quebra de sigilos para produção de
provas e outras medidas cautelares.
Segundo a Polícia, as diligências tiveram como
finalidade apreender aparelhos eletrônicos, reunir registros digitais e
preservar elementos que possam contribuir para a identificação dos demais
envolvidos na organização criminosa.
Após ser presa, a suspeita foi conduzida à delegacia
para os procedimentos de praxe e, posteriormente, encaminhada ao sistema
prisional, onde permanece à disposição da Justiça.
Investigações continuam
A Polícia Civil informou que as investigações terão
continuidade para identificar e responsabilizar outros integrantes do grupo
criminoso, principalmente aqueles responsáveis por executar o chamado
"golpe do falso CEO".
A corporação também orienta empresas e cidadãos a
confirmarem, por meio de canais oficiais, qualquer solicitação de pagamento
recebida por aplicativos de mensagens, e-mails ou plataformas corporativas,
especialmente quando envolver transferências bancárias.
Informações que possam auxiliar as investigações
podem ser repassadas, de forma anônima, por meio do Disque Denúncia 181.

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