O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT) tenta realizar uma última reunião com representantes dos Estados Unidos
antes de o presidente Donald Trump decidir, até quarta-feira (15), se aplicará
novas tarifas contra produtos brasileiros. As informações são da CNN Brasil.
Segundo a emissora, o Planalto busca um encontro com
Jamieson Greer, chefe do Escritório do Representante de Comércio dos EUA
(USTR), na expectativa de conhecer antecipadamente a decisão do governo
norte-americano. Na última quinta-feira (9), Greer afirmou à Fox Business que
as negociações “ainda estão distantes de um acordo”.
Na sexta-feira (10), Lula reuniu ministros para
definir a estratégia brasileira. De acordo com a CNN Brasil, o governo trabalha
com dois cenários: o mais provável é a aplicação das tarifas, que o Planalto
considera injustificadas; o outro é um eventual adiamento da medida por parte
dos EUA.
Ainda segundo a CNN Brasil, integrantes do governo
avaliam que, caso o adiamento seja atribuído ao pedido do senador Flávio
Bolsonaro (PL-RJ) para que as tarifas sejam aplicadas apenas após as eleições
de outubro, isso reforçaria a percepção de que as sanções têm motivação
política, e não econômica.
As tarifas propostas pelo USTR incluem 25% sobre
produtos brasileiros por supostas práticas comerciais desleais, resultado de
uma investigação iniciada em 15 de julho de 2025, e mais 12,5% por alegada
falta de restrições à importação de produtos feitos com trabalho análogo à
escravidão.
O QUE OS EUA ALEGAM PARA TARIFAR O
BRASIL EM 25%*
Pontos criticados:
- PIX: BC
favorece o sistema em detrimento de provedores norte-americanos.
- Decisões
judiciais: Tribunais brasileiros
emitiram ordens sigilosas para remoção de conteúdos políticos e suspensão
de perfis.
- Tarifas
preferenciais desleais: Audiência
pública para debater medidas propostas.
- Desmatamento
ilegal: Brasil historicamente falhou
no combate.
- Acesso
ao mercado de etanol: Brasil não oferece
tratamento recíproco à exportação do etanol vindo dos EUA.
- Proteção
da propriedade intelectual: Falta de
aplicação de leis penais e aduaneiras contra falsificação de serviços.
- Combate
à corrupção: Brasil não adota medidas de
combate à corrupção.
*Fonte: Escritório
de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

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