sábado, 4 de julho de 2026

Governistas só venceram 3 das últimas 20 eleições presidenciais na América do Sul

 


Os candidatos apoiados pelos governos venceram apenas três das últimas 20 eleições presidenciais realizadas em países da América do Sul, segundo levantamento do g1.

Desde 2018, apenas Paraguai e Equador registraram vitórias governistas, sendo que o Paraguai foi o único país a repetir o feito, com duas vitórias consecutivas do Partido Colorado.

Eleições mais recentes

As eleições mais recentes, realizadas na Colômbia e no Peru, terminaram com a vitória de candidatos da oposição. Em diversos países, os governos chegaram ao fim do mandato com baixa popularidade ou envolvidos em escândalos, e, em alguns casos, sequer lançaram candidatos.

O levantamento destaca que a derrota de governistas nem sempre representa uma alternância entre esquerda e direita, já que as mudanças de poder ocorreram em diferentes espectros políticos.

Venezuela fora

A pesquisa considerou apenas os países independentes da América do Sul que realizaram eleições reconhecidas pela comunidade internacional. A Venezuela ficou de fora por não ter eleições consideradas livres e justas.

Veja o desempenho do governismo do continente nas últimas eleições:

  • 2018 – Paraguai: vitória governista

Horacio Cartes entregou o poder a Mario Abdo Benítez, ambos do Partido Colorado, de direita.

  • 2018 – Colômbia: governismo não ganha

Juan Manuel Santos (considerado centrista) entregou o poder para Iván Duque, do Centro Democrático (direita). Duque se opôs ao acordo de paz que Santos costurou com os guerrilheiros das Farc e se aliou a Álvaro Uribe, com quem Santos havia rompido anos antes.

  • 2018 – Brasil: governismo não ganha

Michel Temer (MDB) passou a faixa para Bolsonaro (então no PSL). O candidato do MDB, Henrique Meirelles, teve apenas 1,20% dos votos válidos no primeiro turno, e o partido liberou seus filiados para apoiar quem quisessem no segundo turno.

  • 2019 – Argentina: governismo não ganha

Mauricio Macri, liberal não peronista, perdeu a reeleição para Alberto Fernández, peronista de esquerda, apoiado por Cristina Kirchner.

  • 2019 – Uruguai: governismo não ganha

Tabaré Vázquez, de esquerda, perdeu para Luis Lacalle Pou, da direita liberal.

  • 2020 – Bolívia: governismo não ganha

Jeanine Áñez, de direita, era presidente interina e cumpria mandato-tampão após queda de Evo Morales. Ela passou a faixa para Luis Arce, então aliado de Morales.

  • 2021 – Equador: governismo não ganha

O então presidente Lenín Moreno havia se distanciado da esquerda “correísta” de seu antigo aliado, Rafael Correa e se tornado um político de centro-direita durante seu mandato. Impopular, Moreno não teve representante governista nas eleições. Guillermo Lasso venceu o correísmo “raiz” de seu rival, Andrés Arauz.

  • 2021 – Peru – governismo não ganha

Francisco Sagasti, escolhido presidente pelo Congresso porque o cargo estava vago após anos de instabilidade política, era do Partido Morado, de centro. Foi sucedido por Pedro Castillo, representante da esquerda conservadora.

  • 2021 – Chile: governismo não ganha

Gabriel Boric, de esquerda, foi eleito sucessor de Sebastián Piñera, direitista.

  • 2022 – Colômbia: governismo não ganha

Iván Duque, de direita, foi sucedido pelo esquerdista Gustavo Petro, que já havia sido seu rival na eleição anterior.

  • 2022 – Brasil: governismo não ganha

Jair Bolsonaro (PL) tentou a reeleição, mas perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em votação apertada.

  • 2023 – Paraguai: vitória do governismo

Mario Abdo Benítez passou a faixa para Santiago Peña, ambos do Partido Colorado, de direita.

  • 2023 – Equador: governismo não ganha

Guillermo Lasso convocou eleições antecipadas após perda de apoio por escândalos de sua administração. Ele não apoiou nenhum candidato e seu partido tampouco apresentou uma candidatura. O vencedor do pleito, Daniel Noboa, é do mesmo espectro político.

  • 2023 – Argentina: governismo não ganha

O kirchnerismo (peronismo de esquerda), no poder com Alberto Fernández, lança Sergio Massa como candidato, mas ele perde para Javier Milei, de direita.

  • 2024 – Uruguai: governismo não ganha

Yamandú Orsi, da esquerda, vence o candidato da direita e apoiado por Lacalle Pou, Álvaro Delgado.

  • 2025 – Bolívia: governismo não ganha

Luis Arce perde as eleições para Rodrigo Paz, de direita, e encerra um ciclo de 20 anos de vitórias eleitorais da esquerda no país.

  • 2025 – Equador: vitória do governismo

Daniel Noboa obtém a reeleição, desta vez para um mandato completo.

  • 2025 – Chile: governismo não ganha

Gabriel Boric não consegue eleger sua correligionária Jeannette Jara, e José Antonio Kast, que havia perdido a disputa anterior, leva a direita novamente ao Palacio de la Moneda.

  • 2026 – Peru: governismo não ganha

Em mais um período de extrema instabilidade política, Keiko Fujimori é eleita para suceder a José Maria Balcázar, congressista escolhido para preencher um mandato-tampão.

  • 2026 – Colômbia: governismo não ganha

Gustavo Petro apoia Iván Cepeda nas eleições, mas ele perde o segundo turno para Abelardo de la Espriella, candidato à direita do espectro político.

Com informações de g1

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário

TANGARAENSE - CASO ESPETINHO 'PARTE III': Susposta mulher citada em caso de traição em Tangará, também se pronuncia; veja o vídeo

  🚨 SUPOSTA MULHER CITADA EM CASO DE TRAIÇÃO EM TANGARÁ TAMBÉM SE PRONUNCIA A mulher apontada nas redes sociais como a suposta terceira e...