Um ginecologista foi preso em Salvador, suspeito de
filmar uma paciente durante um exame utilizando óculos equipados com uma
câmera. O caso ocorreu em uma clínica particular no bairro de Vila Laura e foi
denunciado pela própria mulher, que percebeu o uso do equipamento. A prisão
ocorreu na sexta-feira (10).
Segundo a Polícia Militar, a paciente estranhou o
fato de o médico utilizar óculos escuros durante o exame ginecológico. Conforme
informações apuradas pela TV Bahia, ela passou a gravar a consulta com o
celular e questionou o profissional, que teria demonstrado nervosismo.
O médico foi identificado como Hosaná Pereira de
Santana. Após a denúncia, policiais militares foram acionados, mas receberam a
informação de que o ginecologista havia deixado a unidade de saúde antes da
chegada da equipe.
O veículo utilizado pelo suspeito foi localizado e
interceptado na Avenida Heitor Dias. De acordo com a PM, durante a abordagem, o
médico admitiu que realizava as gravações e afirmou que as imagens seriam
utilizadas para pesquisa.
Os óculos com a câmera e o aparelho celular onde os
vídeos estariam armazenados foram entregues aos policiais. Há suspeita de que o
equipamento, que teria recursos de inteligência artificial, fosse utilizado
desde abril. Não foi informado, no entanto, se o médico gravou todos os
atendimentos realizados durante o período.
O ginecologista e a paciente foram encaminhados à
Casa da Mulher Brasileira, onde a ocorrência foi registrada. A Polícia Civil
não havia informado como o caso seria investigado. A defesa do suspeito não foi
identificada pelo g1 da Bahia.
O Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia
(Cremeb) informou que instaurou uma sindicância para apurar os fatos após tomar
conhecimento do caso pela imprensa. Confira a nota:
"O Conselho Regional de Medicina do
Estado da Bahia (Cremeb) informa que tomou conhecimento do referido caso
através da imprensa e que a Corregedoria da entidade instaurou sindicância Ex.
Officio para apuração dos fatos.
Eventuais sanções públicas, caso a
denúncia resulte num Processo Ético-Profissional, após o trânsito em julgado,
serão devidamente divulgadas para conhecimento da sociedade. Em conformidade
com o disposto no Código de Processo Ético-Profissional (CPEP), o Cremeb
esclarece que todos os processos éticos tramitam sob sigilo, assegurando-se o
amplo direito à defesa e ao contraditório."
Com informações do g1 BA

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