As empresas estatais federais não dependentes do
Tesouro Nacional acumularam déficit superior a R$ 18 bilhões desde o início do
terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dados constam
em auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que aponta uma sequência de
resultados negativos a partir de 2023, após quatro anos de superávit.
Segundo o levantamento, o rombo acumulado chega a
aproximadamente R$ 18,5 bilhões e envolve empresas que, em tese, deveriam
financiar suas operações com receitas próprias, sem necessidade de aportes da
União. O diagnóstico foi elaborado com base no Programa de Dispêndios Globais
(PDG), utilizado para acompanhar o desempenho financeiro das estatais federais.
O TCU afirma que os déficits têm se repetido em
todos os anos da atual gestão e alerta para possíveis impactos nas contas
públicas. Dados do Banco Central mostram que, até maio de 2026, essas empresas
acumulavam déficit de R$ 7,4 bilhões no ano e de R$ 9,7 bilhões no acumulado de
12 meses. Segundo a Corte de Contas, o monitoramento busca identificar riscos
fiscais e subsidiar medidas para melhorar a gestão e a sustentabilidade
financeira das estatais.
Com informações do Diário do Poder

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