João Paulo Rodrigues, coordenador do MST, afirmou
que o terceiro mandato de Lula é o pior para as pautas do movimento, atribuindo
isso à política econômica do Ministério da Fazenda, que limita recursos e
prioriza outras questões. Em entrevista ao programa Frente a Frente, ele
revelou que apenas 10 mil famílias devem ser assentadas até o fim do ano, e
criticou a lentidão do governo, que, segundo ele, levaria 15 anos para atender
150 mil famílias.
O coordenador do MST, João Paulo Rodrigues, admitiu
que o terceiro mandato de Luiz Inácio Lula da Silva apresenta o pior resultado
da história para as pautas do movimento invasor de terras. O dirigente culpou a
política econômica do Ministério da Fazenda por segurar a verba do setor e
colocar a reforma agrária na periferia das prioridades federais.
O líder da organização afirmou ao programa Frente a
Frente, do Canal UOL, que o governo petista deve fechar o ano com apenas 10 mil
famílias em áreas “assentadas”. Rodrigues declarou que a velocidade do Planalto
é inaceitável para a esquerda e calculou que o ritmo atual exigiria 15 anos
para atender as 150 mil famílias ligadas ao movimento.
O MST confirmou o apoio à reeleição de Lula no
pleito de 2026, mesmo com a insatisfação explícita sobre a falta de liberação
de recursos. Rodrigues atuará como um dos coordenadores da campanha do petista
e cobrou “coragem” do presidente para enfrentar o Orçamento em um eventual
quarto mandato.
O dirigente defendeu a ideia de que o Palácio do
Planalto libere a invasão de de propriedades rurais “no canetaço”, sem passar
pelo Congresso Nacional nem pelo Judiciário. Na visão do líder sem-terra, que
ignora a proteção a propriedades privadas, a entrega de imóveis exige apenas
verba e a assinatura de decretos presidenciais de desapropriação.
Revista Oeste

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