A agenda do presidente Lula (PT) para entregar trecho
do Ramal do Apodi da Transposição do Rio São Francisco, em Major Sales (RN),
nesta quinta-feira (2), foi um desastre. Aliás, essa obra só foi incluída
beneficiando o RN graças ao ex-presidente Jair Bolsonaro, por meio do
ex-ministro do Desenvolvimento Regional e hoje senador Rogério Marinho.
A primeira gafe foi política. A governadora Fátima
Bezerra (PT) não queria Rafael Motta no palanque. Coube a Lula chamá-lo e dizer
que havia um pré-candidato ao Senado. Depois de ouvir gritos de “Cadu de Lula”
na plateia, o presidente brincou: disse que não o conhecia. Só que a
brincadeira acabou prejudicando a própria pré-campanha de Cadu. As manchetes
dos blogs e de alguns sites, até nacionais, realmente disseram que Lula não
conhecia o seu pré-candidato ao Governo do RN. Não é verdade, mas a brincadeira
estragou a festa de Cadu, que teve que fazer um vídeo com Lula.
Na hora de falar sobre a obra, o presidente estava
visivelmente irritado com o fato de não haver água na estrutura. Inclusive, um
vídeo anterior mostrava uma gambiarra feita com um contêiner para a passagem da
água. A água que deveria jorrar durante a cerimônia só veio à meia-noite. Lula
descontou a irritação no cerimonial.
Oitenta por cento da agenda foi só polêmica e
desgastes. Vinte por cento deu para tirar proveito político dos pré-candidatos
do petismo.

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