O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas
Havan, afirmou que o Brasil está crescendo abaixo da média da América Latina ao
comentar um ranking de projeções econômicas divulgado pelo Banco Mundial em
abril.
Em publicação nas redes sociais, ele compartilhou um
gráfico que coloca o Brasil na 14ª posição entre países da região, com
crescimento estimado em 1,6%, atrás de Paraguai (4,4%), Panamá (3,9%),
Guatemala (3,7%) e Argentina (3,6%).
“Olha só a posição do Brasil. Somos um dos maiores
países do mundo em território, população, recursos naturais e potencial econômico.
Mesmo assim, continuamos atrás de nações muito menores”, lamentou.
Em outro trecho, Hang criticou o ambiente econômico
e a condução das políticas públicas:
“Eu viajo pelo mundo todo e percebo o quanto ainda
temos para fazer. O Brasil tem tudo para liderar essa lista, mas precisamos
controlar os gastos públicos, fortalecer a economia e incentivar quem produz.
Infelizmente, no nosso país, muitas vezes quem trabalha, empreende e gera
empregos acaba sendo punido por uma carga excessiva de impostos e burocracia”,
disse.
O empresário também citou exemplos internacionais de
reformas econômicas e segurança pública como El Salvador e Argentina, que,
segundo ele ,enfrentavam enormes dificuldades e que decidiram mudar de rumo.
“El Salvador saiu de uma das maiores taxas de
homicídio do mundo, e hoje os índices estão de 1 homicídio por 100 mil
habitantes. Já a Argentina vem implementando reformas econômicas profundas para
combater a inflação e recuperar a confiança dos investidores. Isso mostra que,
quando existe coragem para enfrentar os problemas e fazer as mudanças
necessárias, os resultados aparecem”, destacou Hang.
Segundo relatório do Banco Mundial sobre a América
Latina e o Caribe, a Argentina aparece como destaque na região, enquanto Brasil
e México enfrentam perda de dinamismo em meio a “condições financeiras internas
restritivas, espaço fiscal limitado e incerteza em relação à política
comercial”.
O organismo projeta crescimento de 3,6% para a
Argentina em 2026, enquanto estima expansão de 2,2% para a economia brasileira.
O estudo também aponta que a região segue com
crescimento “limitado”, com renda per capita praticamente estagnada em diversos
países.
Sobre a Argentina, o relatório destaca o impacto de
ajustes fiscais e reformas econômicas conduzidas pelo governo de Javier
Milei.
Já em relação ao Brasil, o Banco Mundial cita
entraves ligados a juros elevados, incertezas econômicas e restrição fiscal,
que afetam crédito, investimentos e consumo.

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