A vereadora paulistana Amanda Vettorazzo (União)
entrou em campo após a deflagração da Operação Última Parada, realizada pela
Polícia Civil e pelo Ministério Público de São Paulo, e protocolou uma
representação na Corregedoria da Câmara Municipal de São Paulo contra o
vereador Senival Moura (PT).
A parlamentar pede a abertura de um procedimento
para investigar possível quebra de decoro parlamentar diante das apurações que
indicam um suposto esquema de lavagem de dinheiro do Primeiro Comando da
Capital (PCC) envolvendo a empresa de ônibus Transunião.
A operação levou à prisão temporária de Senival
Moura e determinou o bloqueio de bens e o afastamento de dirigentes da
concessionária investigada.
Segundo o Ministério Público e a Polícia Civil, há
suspeitas de que a empresa tenha sido utilizada para ocultar recursos ligados à
organização criminosa. As investigações ainda estão em andamento e não há
condenação definitiva contra o vereador.
Para Amanda, a gravidade das suspeitas exige uma
resposta institucional da Câmara, independentemente do resultado da
investigação criminal. Segundo ela, cabe ao Legislativo avaliar se os fatos
investigados são compatíveis com a permanência de um parlamentar no exercício
do mandato.
“A operação explicita o quão enraizado está o crime
organizado em todos os âmbitos da sociedade. Independentemente do desfecho da
investigação criminal, a Câmara Municipal tem o dever de fazer sua parte e
apurar, por meio da Corregedoria, se um vereador investigado por fatos dessa
gravidade reúne condições de continuar exercendo seu mandato”, afirmou.
Diário do Poder

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