O deputado federal Rogério Correia (PT-MG) defendeu
nesta 5ª feira (18.jun.2026) que o senador Jaques Wagner (PT-BA) deixe a
liderança do governo no Senado. A declaração se deu depois de Wagner ser alvo
da Polícia Federal na operação Compliance Zero, que investiga suspeitas de
fraudes, corrupção e lavagem de dinheiro relacionados ao Banco Master.
Ao Poder360, Correia afirmou que a declaração não
indica movimento dos congressistas, mas uma posição individual dele. Em
entrevista à BandNews, Jaques Wagner afirmou que falou com o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) depois das investigações e que ele não mencionou sua
saída do posto. Wagner disse não ter intenção de deixar a liderança.
Segundo Correia, Wagner deve se afastar do posto
“para se dedicar à sua defesa, resguardada a presunção de inocência”. “O
presidente Lula sempre disse: doa a quem doer, a investigação precisa ser feita
até o fim! Com as novas informações reveladas pela Operação Compliance não
seria diferente”, escreveu Correia nas redes sociais.
O deputado relacionou as investigações à gestão do
ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e a aliados do ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL). “Essas novas informações não mudam a gênese do escândalo
do Banco Master, que é o BOLSOMASTER! Foi Roberto Campos Neto, indicado por
Jair Bolsonaro para o Banco Central, que autorizou o Banco Master a funcionar,
em 2019”, declarou.
Segundo Correia, o Banco Central recebeu alertas e
omitiu-se diante de irregularidades sob a gestão de Campos Neto, o que, segundo
ele, permitiu perdas no crédito consignado. O deputado afirmou ainda que o
ex-governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), tentou usar o BRB
(Banco de Brasília) para socorrer a instituição financeira de Daniel Vorcaro.
Poder 360

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