terça-feira, 23 de junho de 2026

Sindicato dos Policiais Penais pede investigação sobre alimentação servida nos presídios de Mossoró

 


O Sindicato dos Policiais Penais do Rio Grande do Norte (Sindppen-RN) encaminhou um ofício ao Ministério Público do Estado solicitando a apuração de possíveis irregularidades no fornecimento de alimentação para a Cadeia Pública de Mossoró e o Complexo Penal Agrícola Dr.

Além do Ministério Público, o Poder Judiciário também fez comunicado sobre a situação.

Segundo o sindicato, a medida foi tomada após a coleta de relatos de policiais penais que atuam nas unidades prisionais e diante das informações divulgadas recentemente sobre um surto de sintomas gastrointestinais que atingiu centenas de internos.

De acordo com a entidade, há registros frequentes de atrasos na entrega das refeições, o que provocaria mudanças na rotina operacional dos presídios. Em alguns casos, segundo os relatos recebidos pelo sindicato, a alimentação teria sido distribuída por volta das 23h, local considerado incompatível com os procedimentos de segurança normalmente adotados nas unidades.

O Sindppen-RN também informou ter recebido denúncias sobre possíveis problemas nas condições dos alimentos fornecidos, incluindo relatos de odor desagradável e suspeitas de exclusão das refeições.

Preocupação após atendimento médico a internos

Outro ponto destacado pela entidade é a ocorrência de atendimentos médicos realizados em centenas de presos nos últimos dias. O sindicato defende que os órgãos competentes investiguem se existe alguma relação entre os casos de infecção intestinal registados nas unidades e a alimentação fornecida aos custodiados.

Para a entidade, além dos possíveis impactos à saúde da população carcerária, a situação também pode comprometer a segurança institucional dos presídios.

De acordo com o documento encaminhado ao Ministério Público, os atrasos na entrega das refeições obrigam a entrega de internos em horários que normalmente seriam destinados ao recolhimento noturno, aumentando os riscos para os policiais penais que atuam nas unidades.

Pedido de apuração

No oficial, o sindicato solicita que o Ministério Público investigue as causas dos atrasos não fornecidos das refeições, avalie as condições sanitárias dos alimentos distribuídos e acompanhe as informações relacionadas aos atendimentos médicos realizados nos presídios.

A entidade também defende a adoção de medidas que garantam a assistência adequada aos internos e a segurança dos servidores do sistema prisional.

O caso ocorre após cerca de 500 detenções da Cadeia Pública de Mossoró e do Complexo Penal Agrícola Dr. Mário Negócio apresentando sintomas como vômito, diarreia e febre, levando a Secretaria Estadual da Administração Penitenciária (Seap) a iniciar uma depuração sobre as possíveis causas do problema.

 

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