O Governo Central registrou déficit primário de R$
53,3 bilhões em maio de 2026, alta de 26,3% em relação ao mesmo mês do ano
passado, quando o resultado negativo foi de R$ 40,2 bilhões. Os dados foram
divulgados nesta segunda-feira (29) pelo Tesouro Nacional.
O Governo Central, composto por Tesouro Nacional,
Previdência Social e Banco Central.
De janeiro a maio, o déficit acumulado soma R$ 44,4
bilhões, revertendo o superávit de R$ 32,9 bilhões registrado no mesmo período
de 2025. Em 12 meses, o saldo negativo alcança R$ 142,3 bilhões, equivalente a
1,06% do PIB.
Segundo o Tesouro, as despesas cresceram 9,4% em
termos reais, acima do avanço de 5,5% da receita líquida. O maior impacto veio
das despesas discricionárias, que aumentaram 128,6%, impulsionadas
principalmente pelos gastos com Saúde.
Pelo lado das receitas, a arrecadação de dividendos
e participações caiu 76,4%, enquanto as receitas com exploração de recursos
naturais cresceram 84,5%, favorecidas pela alta do preço do petróleo.
O déficit do Regime Geral de Previdência Social
(RGPS) foi de R$ 60,7 bilhões em maio, alta real de 3,1% na comparação anual.
O Tesouro também estima uma insuficiência de R$
180,3 bilhões para cumprir a regra de ouro em 2026, o que exigirá autorização
do Congresso para emissão de dívida destinada ao financiamento de despesas
correntes.

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