O Instituto Municipal de Proteção e Defesa do
Consumidor (Procon Natal) realizou uma pesquisa de preços de medicamentos em
farmácias e drogarias distribuídas pelas quatro regiões da capital potiguar. O
objetivo é orientar a população sobre onde encontrar os produtos com os menores
preços, especialmente após o reajuste de 2,47% autorizado pelo Governo Federal
por meio da Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED). Como o
aumento ainda não foi integralmente repassado ao consumidor, a pesquisa de
preços torna-se uma ferramenta importante para a economia doméstica.
Os pesquisadores visitaram 45 estabelecimentos,
entre grandes redes e pequenos comércios, localizados tanto em áreas próximas a
hospitais quanto em bairros mais afastados da região central.
A coleta de dados foi realizada entre os dias 25 e
29 de maio. Para a análise final, foram consideradas 29 farmácias que possuíam
em estoque mais de 50% dos itens constantes na lista de medicamentos
pesquisados pelo Procon Natal.
A pesquisa contemplou 31 medicamentos, sendo oito
genéricos e 23 de marca, distribuídos em categorias como analgésicos,
antialérgicos, antibióticos, anti-inflamatórios, anti-hipertensivos, entre
outros.
Foram registrados os preços cheios, sem a aplicação
de descontos. O consumidor pode encontrar valores menores dependendo dos
programas de fidelidade e convênios oferecidos pelos estabelecimentos.
Principais resultados
Apesar do reajuste autorizado, a pesquisa
identificou que 3,22% dos medicamentos analisados apresentaram preços menores
na região Leste em comparação ao ano anterior. Também foram observadas
diferenças expressivas entre estabelecimentos.
O Diclofenaco de Sódio (100 mg), utilizado como
anti-inflamatório, apresentou redução média de 18,65%. No ano passado, o preço
médio era de R$ 12,18. Neste ano, foi encontrado por valores a partir de R$
3,55.
Já o medicamento Alegra (60 mg), utilizado como
antialérgico, apresentou preço médio de R$ 26,12. O maior valor encontrado foi
de R$ 50,18 e o menor de R$ 21,45, uma diferença de R$ 28,73 entre os
estabelecimentos pesquisados.
No caso do Albendazol (400 mg),
utilizado como antiparasitário, a pesquisa apontou diferenças entre marcas e
laboratórios. O produto do laboratório Biossintética foi encontrado por R$
10,70, enquanto o da Medley apresentou o menor preço, R$ 3,79. A diferença
entre os valores chegou a 182,32%, com preço médio geral de R$
4,68.
Diferenças entre os tipos de
medicamentos
Para auxiliar os consumidores, o Procon Natal
reforça as características das principais categorias de medicamentos
comercializados no país.
Os medicamentos de referência são os produtos
pioneiros, cujas eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas
cientificamente e aprovadas pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária
(Anvisa).
Já os medicamentos similares são produzidos após o
vencimento da patente dos medicamentos de referência. Possuem marca própria e
também passam por avaliação e registro junto à Anvisa, que garante sua
qualidade, eficácia e segurança.

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