O procurador-geral da República, Paulo Gonet,
rejeitou a proposta de acordo de colaboração premiada apresentada pela defesa
do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa.
A manifestação foi enviada ao ministro André
Mendonça, do STF, que decidirá sobre a homologação da recusa.
Na avaliação da PGR, a proposta não apresentou
informações inéditas nem indicou potencial para recuperação de recursos
relacionados aos fatos investigados.
Por isso, Gonet classificou a colaboração como de
“reduzida utilidade e débil eficácia potencial”.
Segundo o procurador-geral, os temas apresentados
pela defesa já eram, em sua maior parte, de conhecimento das autoridades e não
acrescentavam elementos relevantes para o avanço das investigações.
Ele também afirmou que a proposta não demonstrou
possibilidade concreta de ressarcimento de valores.
Relembre o caso
Paulo Henrique Costa foi preso na Operação
Compliance Zero, da Polícia Federal, que apura supostas irregularidades
envolvendo operações entre o BRB e o Banco Master.
A investigação apura suspeitas de favorecimento em
negócios entre as instituições financeiras.
De acordo com a PF, o ex-presidente do BRB teria
recebido seis imóveis avaliados em R$ 146 milhões do empresário Daniel Vorcaro,
controlador do Banco Master, em troca de supostos favorecimentos.
As acusações são objeto de investigação e ainda
serão analisadas pela Justiça.

Nenhum comentário:
Postar um comentário