A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira
(25), uma nova fase da investigação sobre as fraudes contábeis nas Lojas
Americanas, caso que revelou um rombo estimado em R$ 24 bilhões e se tornou um
dos maiores escândalos financeiros do país.
A operação tem como alvo ex-diretores da companhia,
suspeitos de participação no esquema de manipulação de dados contábeis que
teria inflado resultados financeiros ao longo de anos, conforme informações da
coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.
Ao todo, cerca de 180 policiais federais cumprem
dois mandados de prisão preventiva e 15 mandados de busca e apreensão no Rio de
Janeiro. A ação também conta com apoio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM)
e do Ministério Público Federal (MPF).
Por decisão da Justiça, foi autorizado ainda o
sequestro de bens e valores dos investigados. As medidas patrimoniais podem
chegar a R$ 54 bilhões, com bloqueios individuais que alcançam até R$ 500
milhões.
Segundo a PF, as investigações apuram a atuação de
ex-executivos em um esquema de distorção das demonstrações financeiras da
empresa, com uso de mecanismos como as chamadas verbas de propaganda cooperada
(VPC), que teriam sido usadas para mascarar resultados.
Os investigados podem responder por crimes como
manipulação de mercado, falsidade em demonstrações financeiras, associação
criminosa e lavagem de dinheiro. As apurações seguem para identificar a
responsabilidade individual de cada envolvido no caso que levou à revelação das
inconsistências bilionárias e à recuperação judicial da varejista em 2023.

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