A PEC da jornada flexível, proposta pelo senador
Rogério Marinho, ganhou apoio de entidades empresariais e comerciais e passou a
ser defendida como alternativa à PEC que prevê o fim da escala 6x1, uma das
principais bandeiras do governo Lula.
Segundo a Confederação das Associações Comerciais e
Empresariais do Brasil (CACB), a proposta de Marinho preserva a jornada
prevista na CLT e permite que trabalhadores e empregadores negociem modelos
flexíveis de trabalho, inclusive por hora trabalhada. A entidade afirma que a
medida amplia as opções de contratação sem impor um formato único para todos os
setores da economia.
O fortalecimento da proposta ocorre após a
divulgação de uma carta assinada por cerca de 3 mil entidades empresariais,
que, segundo os organizadores, representam aproximadamente 90% do PIB nacional
e mais de 40 milhões de empregos. O documento pede ao Senado que avance na
análise da PEC da jornada flexível.
A CACB argumenta que setores como comércio, turismo,
hotelaria, bares, restaurantes e serviços seriam beneficiados pela maior
liberdade para organizar escalas de trabalho. A entidade também afirma que a
proposta oferece mais segurança jurídica para acordos entre empresas e
trabalhadores.

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