Em setembro de 2004, Cecília Cubas, filha do ex-presidente paraguaio Raúl Cubas, foi sequestrada por criminosos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), em uma ação que também envolveu integrantes das Farc e do Partido Pátria Livre, grupo de extrema esquerda do Paraguai.
Os sequestradores exigiram US$ 5 milhões de resgate, mas a família conseguiu reunir apenas US$ 800 mil. Cecília permaneceu em cativeiro por meses e teve o corpo encontrado em fevereiro de 2005. Exames apontaram que ela teria sido enterrada viva, em um dos casos mais brutais já registrados no país.
O episódio voltou a ser lembrado após os Estados Unidos classificarem o PCC e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. Em entrevista à Revista Oeste, o juiz federal aposentado Odilon de Oliveira afirmou que ações como o sequestro e assassinato de Cecília demonstram características típicas de grupos terroristas. Segundo ele, as facções brasileiras também acumularam atuação criminosa em outros países da América do Sul, como Bolívia e Colômbia.
Oliveira defendeu ainda uma maior cooperação internacional no combate ao crime organizado, com troca de informações de inteligência e apoio financeiro para enfrentar o tráfico internacional e a expansão das facções fora do Brasil

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