sexta-feira, 19 de junho de 2026

Mulher é presa suspeita de vender vídeos de maus-tratos e mortes de animais no interior do RN

 


O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) atuou em conjunto com a Polícia Civil para apurar denúncias de crimes contra animais no município de Marcelino Vieira que resultou na prisão preventiva de uma mulher suspeita de praticar crimes ambientais de forma reiterada. A investigada mantinha canais em plataformas digitais onde publicava vídeos na internet com situações da vida rural e utilizava áreas restritas a assinantes para agressões veiculares explícitas. A apuração começou após o MPRN solicitar a instalação de uma investigação policial para verificar o caso.

Foram identificados conteúdos que mostravam o abate cruel de aves por meio de torção de pescoço e pisoteamento. Os materiais indicavam que os animais continuavam a debater-se com sinais de sofrimento após os atos.

As condutas ilícitas envolvem também tortura e morte de gatos, além de agressões a cães, preás e capivaras. A utilizava as redes sociais para comercializar os vídeos personalizados e de maior teor de crueldade de acordo com transações financeiras de seguidores. O público interessado pagava mensalidades para obter o acesso a materiais violentos e informar sobre a forma como os animais deveriam ser mortos.

Apuração do MPRN e da Polícia demonstrou que a investigada tem satisfação durante a prática dos atos de violência contra os animais, a circunstância de que poderia guardar relação com comportamentos descritos na literatura psicológica e psiquiátrica sob a denominação de zoosadismo.

Atuação
A atuação do MPRN ocorreu por meio da Promotoria de Justiça de Marcelino Vieira. Após a polícia iniciar os procedimentos a pedido do órgão e apresentar uma representação, o MPRN endossou o caso e requereu a prisão preventiva. A instituição também se manifestou a favor das medidas de busca e apreensão e da quebra de sigilo de dados das contas virtuais.

O Poder Judiciário acolheu os pedidos e determinou a prisão com o objetivo de garantir a ordem pública e interromper a continuidade das ações criminosas. A decisão buscou evitar o risco de que uma investigada voltasse a cometer crimes em liberdade e proteger outros animais. Ela foi presa na tarde desta quinta-feira (18).

A polícia apreendeu aparelhos celulares e dispositivos de armazenamento para fornecer mídias exclusivas. O MPRN vai participar da proteção e análise dos dados armazenados em aparelhos eletrônicos e em contas de redes sociais por meio de seu grupo especializado. As empresas responsáveis ​​pelas plataformas na internet foram notificadas para fornecer os registros de acessos, postagens e dados de pagamentos.

 

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