O Ministério Público do
Rio Grande do Norte (MPRN) recomendou ao Comando-Geral da Polícia Militar que
crie regras sobre o uso de mídias sociais e aplicativos de mensagens por
policiais militares ativos, veteranos e agregados. O documento publicado na
edição desta sexta-feira (12) do DOMP estabelece um prazo de até dez dias para
a edição das normas sobre os perfis pessoais dos profissionais.
A iniciativa foi tomada
porque a Polícia Militar do Rio Grande do Norte é uma das poucas forças de
segurança pública do país que ainda não têm regulamentação específica sobre
esse assunto. O objetivo é evitar que a divulgação de atividades da corporação
interfira na eficiência do serviço, prejudique estratégias de prevenção a
crimes ou gere confusão entre contas particulares e perfis oficiais do órgão.
A recomendação orienta que
os policiais não divulguem imagens ou vídeos de viaturas, fardas, armamentos,
prédios públicos ou qualquer tipo de operação policial nas redes. A proibição
atinge também a exibição de pessoas envolvidas em ocorrências, sejam vítimas,
testemunhas, suspeitos ou presos.
A recomendação detalha que
a proximidade do período eleitoral acende o alerta para policiais que utilizam
símbolos do Estado para obter maior autoridade nas postagens e impulsionar
futuras candidaturas próprias ou de terceiros. As regras também buscam proteger
a neutralidade política e a impessoalidade da instituição perante grupos ou
partidos políticos.
Além das redes sociais, a
orientação do MPRN é que a o Comandante-Geral da PM proíba a entrada, circulação
e o estacionamento de veículos particulares que contenham propaganda eleitoral
dentro de imóveis administrados pela Polícia Militar.
Caso as medidas contidas
no ato normativo sugerido não sejam seguidas, o descumprimento poderá acarretar
sanções por crime militar de insubordinação ou por ato de improbidade
administrativa. O Comando-Geral da PM tem o prazo de dez dias para responder
por escrito se aceita ou não as orientações contidas na recomendação.
No Piauí, o Ministério
Público vetou o delegado Charles de expor ações da Polícia Civil devido a sua
gigantesca notoriedade pública. Ele é a figura mais querida do Estado quando se
fala de figura pública e até a associação de delegados está lutando para
derrubar a orientação do MPPI

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