sexta-feira, 12 de junho de 2026

Justiça italiana cita Moraes e aponta falta de imparcialidade em caso de Zambelli

 


A Justiça da Itália divulgou, na manhã desta sexta-feira (12), os fundamentos da decisão que anulou a extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli para o Brasil. No documento, a Corte italiana cita o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e aponta suposta falta de imparcialidade no processo que levou à condenação da ex-parlamentar.

Segundo a decisão, Moraes teria atuado em uma condição considerada incompatível com o direito a um julgamento justo, por ser apontado como “vítima e juiz” no caso relacionado à invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A decisão que beneficiou Zambelli foi tomada em 22 de maio, quando a Justiça italiana acolheu argumentos apresentados pela defesa da brasileira e negou o pedido de extradição feito pelo Brasil. Com isso, a ex-deputada deixou a prisão e passou a responder em liberdade na Itália.

Zambelli havia sido presa em julho do ano passado. Ela foi condenada no Brasil a 10 anos de prisão por invasão ao sistema do CNJ, mas deixou o país antes do cumprimento da pena.

A Corte italiana entendeu que o processo brasileiro apresentou elementos de violação ao direito de defesa e ao julgamento imparcial. A avaliação foi usada como fundamento para barrar a extradição da ex-parlamentar.

A ex-deputada ainda responde a outro pedido de extradição na Itália, relacionado à condenação por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal. Esse caso tem origem no episódio em que Zambelli perseguiu um homem armada em São Paulo, às vésperas do segundo turno das eleições de 2022.

 

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