O ex-ministro da Casa Civil e ex-deputado federal
José Dirceu (PT) considerou que a equipe econômica do governo de Lula (PT)
errou e cometeu “quase um crime”, ao não buscar alternativas à política
monetária restritiva que pune o desenvolvimento do País. Durante entrevista à
Rádio Bandeirantes, na manhã desta quinta-feira (11), Dirceu defendia
mecanismos para conter a inflação sem esfriar a economia e frear o potencial
produtivo do Brasil.
Veja o trecho da entrevista de José Dirceu aos
jornalistas Pedro Campos, Guilherme Macalossi e Cláudio Humberto, também do
Diário do Poder, transmitida simultaneamente pela Bandeirantes e BandNews TV:
“Erraram, erraram! E fizeram quase um crime contra o
País. Meta de inflação de 3% em um País que é a 7ª economia no mundo, tem 200
milhões de habitantes, é o 8º país no mundo. Um País que é uma potência tem que
fazer política própria, pensar nos seus interesses. O Brasil não tem nenhum
problema com os Estados Unidos. Quem tá criando problema… O problema é político
com o Brasil”, disparou José Dirceu.
A crítica foi feita durante entrevista ao programa
Jornal da Gente. Quando Dirceu defendia a redução de jornada de trabalho para
5×2 e novos rumos para a economia, ele foi lembrado de que o Conselho Monetário
Nacional (CMN) é composto por ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo
presidente do Banco Central, todos indicados pelo presidente Lula.
O CNM já foi composto pelos ex-ministros Fernando
Haddad e Simone Tebet, e segue integrado pelo presidente do BC, Gabriel
Galípolo, e pelos atuais ministros da Fazenda, Dario Durigan, e do
Planejamento, Bruno Moretti. Todos criticados por não adotar uma política
monetária de câmbio como a de outros países, imprimindo moeda como saída para o
cenário de crise mundial e com guerras, por exemplo.
Diário do Poder

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