A primeira-dama Rosângela Lula da Silva, conhecida
como Janja, revelou em entrevista exclusiva à Rede PT de Comunicação que chegou
a considerar deixar Brasília durante os momentos mais intensos de críticas à
sua atuação no governo. "Teve momento em que eu queria pegar minhas bolsas
e minhas cachorras e voltar para São Paulo. Sou uma pessoa normal, tenho
sentimentos. É muito ataque", declarou a socióloga, que assumiu papel
ativo na articulação política do governo Lula.
Janja afirmou ser vítima de "ataques
misóginos" vindos de "tudo quanto é lado" — direita, esquerda e
imprensa —, embora não tenha especificado quais críticas considera
discriminatórias e quais seriam legítimas. Ela também reclamou da falta de
reconhecimento da imprensa nacional em relação ao seu trabalho, contrastando
com o que descreveu como ampla visibilidade em veículos estrangeiros. Ao ser
questionada sobre sua função no governo, respondeu: "Eu faço pontes.
Conecto coisas, pessoas e políticas públicas para que elas cheguem mais rápido
e melhor à vida das pessoas."
A primeira-dama destacou como principal contribuição
sua influência na criação do Pacto Brasil Contra o Feminicídio, iniciativa que
Lula colocou em prática após conversas privadas com ela e que foi publicamente
reconhecida pelo presidente. Janja anunciou que vai viajar pelo Brasil para
acompanhar pessoalmente as ações do pacto nos estados. A entrevista, concedida
a um veículo ligado ao próprio PT, ocorre em um momento em que mais da metade
dos brasileiros, segundo pesquisas, desaprova a atuação da primeira-dama.

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