sábado, 27 de junho de 2026

Homem é preso após confessar ao ChatGPT plano para matar o filho e atacar escolas

 


Mensagens enviadas a um chatbot de inteligência artificial se tornaram a principal evidência contra um agricultor de 36 anos, preso no Espírito Santo por planejar o assassinato do próprio filho, de 8 anos. O homem, que não teve o nome divulgado pela polícia, foi detido na zona rural de São Gabriel da Palha, no Noroeste do estado, às vésperas da data em que o crime estaria programado para acontecer.

As próprias conversas do suspeito com o ChatGPT, ferramenta a empresa americana OpenAI, expuseram o plano. A OpenAI repassou os dados ao FBI, que em 16 de junho comunicou as autoridades brasileiras. O Ministério da Justiça recebeu as informações e as encaminhou à Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) do Espírito Santo, que deflagrou a operação de prisão três dias depois.

Segundo relatado pela polícia em coletiva de imprensa realizada na quinta-feira (25/6), o suspeito usava o ChatGPT como uma espécie de confidente. A motivação declarada nas conversas era financeira: o homem queria se livrar do pagamento de pensão alimentícia à ex-companheira.

O plano, no entanto, não se limitava à criança. O homem também registrou ao chatbot a intenção de realizar atentados contra escolas, igrejas e autoridades públicas, com o objetivo de provocar o maior número de vítimas possível.

A cadeia que levou à prisão partiu da própria infraestrutura digital usada pelo suspeito. A OpenAI identificou as conversas e forneceu os dados ao FBI, que acionou o Ministério da Justiça brasileiro em 16 de junho. A informação desceu pela cadeia institucional até a DRCC, que em três dias obteve mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão e coordenou a detenção com apoio da Delegacia de Polícia de São Gabriel da Palha.

Nas mensagens, em que “abria a mente” para a IA, o suspeito afirmou estar na posse de uma arma, corda e cianeto, composto químico altamente tóxico utilizado principalmente na mineração e em processos industriais. O homem também afirmava ter feito contato com o pistoleiro para poder se encarregar do homicídio do filho de 8 anos.

O agricultor foi abordado quando saía de casa para trabalhar, em 19 de junho, dia anterior ao planejado para o assassinato, conforme divulgado pela polícia. Ele nega qualquer intenção de matar o filho ou cometer outras ações criminosas. O telefone dele foi apreendido e deve ser periciado em tentativa de identificar quem seria o pistoleiro mencionado pelo suspeito.

O suspeito foi autuado com base em três tipificações: ameaças, tentativa de homicídio e incitação ao crime. O indiciamento formal, porém, ainda não ocorreu. A investigação segue aberta enquanto os materiais apreendidos na busca e apreensão passam por análise pericial.

O Tempo

 

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