quinta-feira, 18 de junho de 2026

Governo teme que operação da PF contra Jaques Wagner, líder de Lula no Senado, esvazie efeito de revelações sobre Flávio Bolsonaro

 


Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) avaliam que a operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), pode fortalecer a estratégia de defesa de Flávio Bolsonaro (PL) no caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco Master.

No Palácio do Planalto, integrantes do governo aguardam uma manifestação de Lula sobre o episódio. Há expectativa de que o presidente mantenha o discurso de apoio às investigações e solicite esclarecimentos ao senador.

Segundo interlocutores, uma ala do governo acredita que Jaques Wagner pode deixar a liderança do governo no Senado para evitar desgaste à gestão petista. Até o momento, ele não teria conversado com Lula sobre o assunto.

A operação faz parte de uma nova fase da investigação sobre supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro. Entre os alvos estão o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, e endereços ligados a Jaques Wagner, incluindo o hotel onde o senador reside em Brasília.

Nos bastidores, petistas admitem que Flávio Bolsonaro deve usar o caso para argumentar que as investigações atingem políticos de diferentes espectros ideológicos. Integrantes do PT, porém, rejeitam a comparação e afirmam que continuarão explorando politicamente as suspeitas envolvendo o senador do PL.

Apesar da repercussão, aliados de Lula avaliam que a operação não deve alterar significativamente o cenário político na Bahia nem comprometer, por enquanto, a permanência de Wagner no núcleo político do governo.

 

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