Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
avaliam que a operação da Polícia Federal que teve como alvo o líder do governo
no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), pode fortalecer a estratégia de defesa de
Flávio Bolsonaro (PL) no caso envolvendo o empresário Daniel Vorcaro e o Banco
Master.
No Palácio do Planalto, integrantes do governo
aguardam uma manifestação de Lula sobre o episódio. Há expectativa de que o
presidente mantenha o discurso de apoio às investigações e solicite esclarecimentos
ao senador.
Segundo interlocutores, uma ala do governo acredita
que Jaques Wagner pode deixar a liderança do governo no Senado para evitar
desgaste à gestão petista. Até o momento, ele não teria conversado com Lula
sobre o assunto.
A operação faz parte de uma nova fase da
investigação sobre supostas irregularidades relacionadas ao Banco Master e ao
empresário Daniel Vorcaro. Entre os alvos estão o empresário Augusto Lima,
ex-sócio de Vorcaro, e endereços ligados a Jaques Wagner, incluindo o hotel onde
o senador reside em Brasília.
Nos bastidores, petistas admitem que Flávio
Bolsonaro deve usar o caso para argumentar que as investigações atingem
políticos de diferentes espectros ideológicos. Integrantes do PT, porém,
rejeitam a comparação e afirmam que continuarão explorando politicamente as
suspeitas envolvendo o senador do PL.
Apesar da repercussão, aliados de Lula avaliam que a
operação não deve alterar significativamente o cenário político na Bahia nem
comprometer, por enquanto, a permanência de Wagner no núcleo político do
governo.

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