O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira
(PSD), disse nesta 3ª feira (9.jun.2026) que o governo vai debater na próxima
reunião do CNPE (Conselho Nacional de Política Energética) o avanço da mistura
obrigatória do etanol na gasolina de 30% (E30) para 32% (E32). O encontro será
marcado no período dos próximos 15 dias.
Silveira fez o anúncio após se reunir com
representantes do setor de etanol, que vem pressionando pelo avanço da mistura.
A medida favorece diretamente o segmento, que aumentará sua participação no
mercado nacional de combustíveis com o novo teor obrigatório.
“Os estudos técnicos necessários nos permitem ir até
o E32, por uma indicação trazida hoje pelo setor e que vai ser submetida pela
determinação do presidente da República ao próximo Conselho Nacional de
Política Energética, que será marcada nos próximos 15 dias, para que a gente
definitivamente possa debater, e eu espero que deliberar, o tema”, disse
Silveira a jornalistas no Palácio do Planalto.
Depois de 2 adiamentos, o avanço do E32 aguarda
análise do CNPE há pelo menos 1 mês. O tema estava na pauta da reunião marcada
inicialmente para 7 de maio, que foi adiada para 11 de maio e posteriormente
cancelada. Na ocasião, Silveira, que preside o colegiado, viajou com o
presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o encontro com o presidente dos
Estados Unidos, Donald Trump (Partido Republicano).
Nos últimos meses, congressistas, associações,
empresas e executivos ligados ao segmento de biocombustíveis aumentaram a
pressão pelo avanço imediato da mistura do etanol na gasolina e do biodiesel no
diesel, sob a justificativa de que o país precisa reduzir a dependência da
importação de combustíveis, sobretudo em períodos de instabilidade
internacional como a guerra do Irã.
Segundo estimativas do governo, o avanço da mistura
representaria 450 milhões de litros a menos de importação de gasolina no
Brasil. Silveira afirmou que a medida é fundamental para a segurança energética
e para tornar o país autossuficiente no abastecimento de combustíveis,
“minimizando os impactos da guerra que nós sabemos que não é uma guerra nossa”.
“É uma guerra que não depende de nós, mas estamos
tomando as medidas necessárias para que a gente possa ter o menor impacto
possível no Brasil. Temos que seguir tanto com as subvenções quanto com as
desonerações [de impostos], para que [o combustível] possa chegar na bomba com
o menor preço possível”, declarou.
Poder 360

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