Os Estados Unidos realizaram ataques contra radares
iranianos e centros de comando e controle de drones nas ilhas iranianas de
Goruk e Qeshm durante o fim de semana, informou o CENTCOM (Comando Central dos
EUA), na madrugada desta segunda-feira (1°).
Os ataques foram uma resposta a "ações
agressivas do Irã, incluindo o abate de um drone MQ-1 dos EUA que operava sobre
águas internacionais", disse o exército americano em publicação no X. O
CENTCOM classificou a ofensiva como "ataques em legítima defesa".
"Aeronaves de combate dos Estados Unidos
responderam rapidamente, destruindo defesas aéreas iranianas, uma estação de
controle em solo e dois drones de ataque unidirecional que representavam
ameaças claras a embarcações que transitavam pelas águas da região",
afirmou o comunicado dos EUA.
Nenhum militar americano ficou ferido, segundo o
CENTCOM. O Comando também afirmou que "continuará protegendo ativos e
interesses dos Estados Unidos em resposta à agressão iraniana considerada
injustificada durante o atual cessar-fogo."
Após o comunicado do CENTCOM nesta segunda-feira, o
presidente dos EUA, Donald Trump afirmou que Teerã realmente deseja fechar um
acordo com Washington e que isso seria benéfico para Washington e seus aliados.
"O Irã realmente quer fechar um acordo, e será
um bom acordo para os EUA e para aqueles que estão conosco", publicou
Trump no Truth Social.
Ainda sobre a guerra no Oriente Médio, Trump
publicou: "Apenas relaxem, tudo vai dar certo no final - sempre dá!"
Na madrugada desta segunda-feira, o Kuwait, que
abriga uma base militar dos Estados Unidos, interceptou ataques de mísseis e
drones do Irã, enquanto sirenes soavam em todo o país, informou a agência de
notícias estatal KUNA, sem fornecer mais detalhes.
Relembre como começou a guerra no Irã
No dia 28 de fevereiro, o presidente dos Estados
Unidos Donald Trump anunciou um ataque "de grande escala" ao Irã,
afirmando que o principal objetivo do país era "defender o povo americano,
eliminando as ameaças iminentes do regime iraniano".
Segundo ele, essas ameaças incluíam o programa
nuclear de Teerão – um ponto de atrito recorrente que também tem dificultado as
negociações mais recentes para pôr fim aos combates.
Os ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o
Irã — que resultaram na morte do então líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei —
causaram milhares de mortes em todo o país e danos a dezenas de museus,
edifícios históricos e sítios culturais, segundo veículos de imprensa e
autoridades iranianas.
Em resposta, o Irã lançou uma série de ataques
retaliatórios em todo o Oriente Médio e fechou efetivamente o Estreito de
Ormuz, uma via navegável estratégica onde passa cerca de 20% do petróleo
mundial.
Semanas antes do início da guerra, o governo Trump
realizou o maior acúmulo militar no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em
2003, desencadeando alertas sobre a escalada da violência regional caso um
conflito eclodisse.
Ao mesmo tempo, enviados dos EUA mantinham conversas
regulares com o Irã sobre um possível novo acordo nuclear. Mas essas
negociações não foram capazes de evitar uma ação militar, com Trump acusando o
Irã na época de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições
nucleares”.
O início da guerra em fevereiro também ocorreu após
protestos em massa contra o regime no Irã no mês anterior, alimentados pelo
descontentamento econômico em meio ao aumento vertiginoso dos custos.
CNN Brasil

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