A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro pediu ao
ministro Alexandre de Moraes, do STF, a prorrogação da prisão domiciliar
humanitária concedida em março. O prazo de 90 dias da medida termina nesta
quinta-feira (25).
No pedido, os advogados anexaram relatório médico
que aponta um quadro de saúde complexo, com doenças crônicas e sequelas
permanentes. Segundo a defesa, a recuperação parcial de Bolsonaro ocorreu
justamente durante o período em que ele cumpriu a prisão domiciliar.
Os advogados também citaram como precedente a
decisão que concedeu prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Fernando
Collor, argumentando que há semelhanças entre os casos.
Paralelamente, Moraes deve decidir sobre a
manutenção da medida após a apreensão de uma arma registrada em nome de
Bolsonaro com um de seus seguranças. O ministro solicitou manifestação da PGR
sobre uma possível falta grave, situação que pode influenciar a análise do
pedido de prorrogação.

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