A defesa do vereador de Mossoró Cabo Deyvison (PL)
afirmou que não descarta motivações políticas, empresariais ou até mesmo
ligadas a facções criminosas para o atentado ocorrido na noite de segunda-feira
(15). As informações são da Tribuna do Norte.
A declaração foi feita pelo advogado Raphael Targino
Góis, que passou a atuar no caso após o ataque que deixou o parlamentar ferido
e resultou na morte do cinegrafista Alyson Diego de Oliveira Morais.
Segundo o advogado, ainda não há elementos
suficientes para apontar a motivação do crime. “Não descarto a questão das
facções criminosas, nem descarto que seja motivação política ou empresarial”,
declarou.
Targino informou ainda que a defesa acionou o Senado
Federal em busca de apoio para solicitar escolta junto à Secretaria de Estado
da Segurança Pública (Sesed).
Após receber alta hospitalar na quarta-feira (17),
Cabo Deyvison passou a acompanhar os desdobramentos das investigações. O vereador
também solicitou ao TRE-RN a retirada de pauta de um recurso relacionado ao seu
processo de desfiliação partidária.
O pedido foi acolhido pela Corte em razão do
atentado.
As investigações seguem em andamento e já resultaram
na prisão de suspeitos no RN e no Ceará.
Parte dos envolvidos deverá passar por audiência de
custódia, enquanto a Polícia Civil continua apurando as circunstâncias e a
possível motivação do crime.
Em entrevista após as prisões, o comandante-geral da
Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo, confirmou que os investigadores
analisam uma transferência via Pix no valor de R$ 10 mil identificada durante a
apuração.
Segundo ele, ainda não há conclusão sobre a
finalidade da movimentação financeira nem confirmação de que ela tenha relação
com o atentado.

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