A parceria entre a Coca-Cola e a Panini para
distribuir figurinhas do álbum da Copa do Mundo de 2026 nos rótulos das
garrafas acabou provocando uma onda de furtos dos plásticos das embalagens em
estabelecimentos. Como os refrigerantes não podem ser comercializados sem o
rótulo, a responsabilidade pelos prejuízos recai sobre a fornecedora. Diante
disso, a companhia assumiu os custos e passou a recolher as garrafas
adulteradas dos pontos de venda que solicitarem o procedimento.
Ao portal Extra, a Coca-Cola informou que os
estabelecimentos podem acionar as equipes comerciais da empresa para a adoção
das medidas necessárias, “incluindo o recolhimento e a substituição dos
produtos afetados”.
A orientação aos consumidores é que não adquiram
produtos com sinais de violação ou adulteração. A empresa também informou que
dúvidas e relatos podem ser encaminhados aos canais oficiais de atendimento da
Coca-Cola Brasil para suporte e esclarecimentos.
A advogada especialista em Direito do Consumidor
Pamela Murcia afirma que, caso funcionários identifiquem pessoas removendo os
rótulos das embalagens, a primeira medida deve ser reforçar a fiscalização e
retirar imediatamente de circulação os produtos adulterados.
— O mais importante é evitar que o consumidor seja
induzido a adquirir um produto incompleto — destaca.
Para a advogada, a retirada intencional dos rótulos
não deve ser tratada como uma simples brincadeira.
— A depender das circunstâncias do caso concreto, a
conduta pode caracterizar infração penal e gerar responsabilização pelos
prejuízos causados ao estabelecimento comercial. Cada caso precisa ser
analisado individualmente — afirma.
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