Cinco confederações empresariais — CNA, CNC, CNI,
CNT e Fiesp — publicaram nesta terça-feira (9) carta aberta no jornal O Estado
de S. Paulo pedindo ao Senado Federal a aprovação da PEC 12, chamada de PEC do
Trabalho Flexível. O documento é assinado pelo Movimento Pró-Brasil, que afirma
representar entidades responsáveis por mais de 40 milhões de empregos e quase
90% do PIB brasileiro.
A proposta em votação no Senado permite que o
trabalhador negocie a distribuição de sua carga horária conforme a demanda,
reduzindo horas em períodos de menor movimento e ampliando em períodos de maior
atividade. Segundo o texto da carta, os direitos previstos na CLT — como 13º
salário, férias, FGTS e aviso prévio — seriam mantidos.
As entidades argumentam que uma proposta alternativa
em votação impõe escala de trabalho uniforme para todas as categorias, sem
considerar as diferenças entre setores. A carta cita como exemplos negativos
dessa rigidez o garçom que depende de dias de maior movimento, o vendedor
comissionado e o Microempreendedor Individual com um único funcionário.
A carta foi publicada em formato de anúncio de
página inteira na editoria de Política do Estadão. O Senado analisa a PEC 12
nesta terça-feira (9), data de publicação do documento pelas confederações.

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