terça-feira, 23 de junho de 2026

Caso Wagner e Banco Master abalam núcleo duro do governo Lula e redefinem a política na Bahia antes de 2026

 


A investigação da Polícia Federal que teve como alvo o senador Jaques Wagner (PT-BA) por suspeita de favorecimento ao Banco Master expõe uma rachadura profunda no grupo mais poderoso do entorno do presidente Lula, conhecido nos bastidores como "República da Bahia". O escândalo chega em momento crítico, com a campanha de reeleição já em curso e o PT baiano diante de um dilema sem saída fácil.

Wagner, líder do governo no Senado, é acusado de ter atuado para ampliar o crédito consignado, aumentar a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos e acompanhar a tentativa de venda do Master ao BRB, tudo em troca de vantagens. A PF apreendeu em endereços do senador 55 mil dólares, 33 mil euros e 13 relógios de luxo. Ele teria recebido ainda um apartamento de R$ 2,5 milhões em Salvador e R$ 3,5 milhões via empresa gerida pela nora.

O grupo baiano, que inclui o ministro da Casa Civil Rui Costa e o chefe da Secom Sidônio Palmeira, chegou ao auge da influência no início de 2025, quando foi descrito como o núcleo estratégico da reeleição de Lula. A entrada de Sidônio ao Planalto, em janeiro daquele ano, foi celebrada como o fortalecimento da articulação política do PT.

O caso muda esse cálculo. Com Wagner como alvo da PF, o mesmo grupo que era descrito como a espinha dorsal do governo passa a ser associado ao escândalo bancário. Aliados do PT na Bahia reconhecem, nos bastidores, que a permanência do senador na liderança pode custar votos ao partido tanto no estado quanto na corrida presidencial.

A reunião marcada entre Wagner e Lula nesta quarta-feira deve selar o destino do senador. O resultado pode redesenhar não só o mapa do Senado, mas o próprio futuro do PT baiano nas eleições de 2026.

 

 

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