O entorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva
(PT), aliados e lideranças do PT (Partido dos Trabalhadores) pressionam o
senador Jaques Wagner (PT-BA) a tomar a iniciativa de deixar a liderança do
governo no Senado até a semana que vem.
A avaliação é que o presidente resiste em demitir
sumariamente ministros e auxiliares envolvidos em investigações, e que isso seria
ainda mais difícil no caso do senador, de quem é amigo pessoal.
O receio, porém, é que o Jaques arraste o governo
para o centro da crise do banco Master e não tenha autoridade para liderar o
governo em articulações sensíveis.
A entrevista do senador para a TV Bandeirantes da
Bahia nesta quinta-feira, 18, foi criticada pelas fontes ouvidas pela CNN.
Nela, Jaques disse que recebeu a “solidariedade” de
Lula e que não deixaria a liderança.
A pressão sobre o senador após a operação da Polícia
Federal ganhou contornos públicos após o deputado Rogério Correia (PT-MG),
vice-líder do governo na Câmara, defender o afastamento em mensagem publicada
nas redes sociais.
CNN

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