O Rio Grande do Norte
encerrou 2025 como o único estado brasileiro acima do limite máximo de gastos
com pessoal previsto pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), segundo
levantamento publicado pela Gazeta do Povo com base em dados encaminhados ao
Tesouro Nacional.
De acordo com informações
da Gazeta do Povo, o estado governado por Fátima Bezerra (PT) iniciou
2026 com insuficiência de caixa próxima de R$ 3 bilhões, além de acumular
dívida consolidada líquida de R$ 6,34 bilhões.
Os números ajudam a
explicar a preocupação crescente com a situação das finanças estaduais. A
Gazeta destaca que o RN também possui um dos maiores estoques de precatórios do
país, equivalente a 27,2% da Receita Corrente Líquida (RCL).
O principal ponto de
pressão está na folha de pagamento.
Dados do Relatório de
Gestão Fiscal mostram que o Executivo estadual comprometeu 56,41% da Receita
Corrente Líquida com salários, aposentadorias, pensões e encargos até o fim de
2025. O limite máximo permitido pela LRF é de 49%.
Na prática, quase R$ 6
de cada R$ 10 arrecadados pelo estado são destinados ao pagamento de pessoal e
despesas relacionadas ao funcionalismo.
A situação impõe
restrições à administração pública e reduz a capacidade de investimentos em
áreas consideradas estratégicas.
A reportagem também
aponta reflexos no cenário político. Nos bastidores, lideranças avaliam que o
quadro fiscal tem influenciado as discussões sobre a sucessão estadual de 2026.
Segundo a Gazeta do
Povo, a desistência do vice-governador Walter Alves (MDB) de disputar o governo
alterou os planos do grupo governista e levou Fátima Bezerra a permanecer no
cargo até o fim do mandato.
O tema também preocupa
entidades do setor produtivo.
Representantes da
Federação das Indústrias do Estado do RN (FIERN), da Federação do Comércio
(Fecomércio-RN) e da Federação da Agricultura (Faern) têm defendido medidas de
equilíbrio fiscal e ampliação da capacidade de investimento do estado.
A Gazeta do Povo
informou que procurou o governo do RN para comentar a situação fiscal e as
perspectivas para os próximos anos, mas não recebeu resposta até o fechamento
da reportagem.

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