A falha operacional que levou o Nubank a enviar
mensagens sobre uma suposta liquidação extrajudicial ocorreu após um
funcionário acionar por engano um sistema de comunicação usado em procedimentos
de liquidação de instituições financeiras, informou o banco em nota neste
sábado. A informação foi publicada pela Folha de S.Paulo e confirmada pelo
GLOBO.
Na sexta-feira, clientes receberam mensagens
afirmando que o banco estaria passando por uma liquidação extrajudicial pelo
Banco Central (BC). O texto também informava que investimentos na instituição
estariam cobertos pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
O Nubank esclareceu que o episódio “foi resultado de
um erro técnico pontual, identificado e corrigido rapidamente”.
“Foi identificado que um desenvolvedor acionou por
engano um fluxo de comunicação relacionado à liquidação de instituições financeiras.
Na ausência de uma instituição real vinculada a esse fluxo, o nome da companhia
apareceu como preenchimento padrão”, disse a instituição, em nota.
Segundo a instituição, as comunicações indevidas
alcançaram um grupo restrito de clientes e “não teve nenhum impacto sobre a
segurança, a estabilidade da operação ou o funcionamento” dos serviços.
Erro ‘bizarro’, diz fundadora do Nubank
“Cara, bizarro mesmo, mas foi isso mesmo, um erro
operacional. Uma pessoa que submeteu um PR que acabou acidentalmente ativando o
protocolo que existe quando algo assim acontece. As mensagens foram para uma
parcela muito pequena de clientes, mas é claro que causa uns transtornos”,
escreveu.
“Pedimos sinceras desculpas a todos que receberam a
informação incorreta. Enfim, mais um aprendizado e já atuamos para que não
aconteça de novo.”
Cristina Junqueira não detalhou o significado da
sigla “PR” mencionada na postagem. Na área de desenvolvimento de software, o
termo costuma se referir a pull request, no qual alterações em códigos são
submetidas para revisão antes de serem implementadas.
O Globo

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