Em evento de lançamento de sua pré-candidatura nesta
sexta-feira (29), em Curitiba, o senador Sérgio Moro fez da segurança pública
seu primeiro disparo contra o presidente Lula. Aproveitando a decisão do
governo Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações
terroristas, o ex-juiz da Lava Jato lançou uma provocação direta ao petista e
seus aliados.
"Quem defende criminoso e terrorista? Quem
ficou triste com a decisão do Governo norte-americano em classificar o PCC e o
CV como organizações terroristas? Somente Lula e seus aliados", afirmou
Moro, encerrando com o slogan da campanha: "República de Curitiba,
29/5/2026, a mudança começa aqui."
A escolha das palavras não é acidental. Ao
ressignificar o termo "República de Curitiba" — usado por anos de
forma pejorativa pela esquerda para atacar a Lava Jato — Moro transforma o
antigo estigma em bandeira de campanha, reposicionando-se como o nome do
combate ao crime organizado.
Segurança como campo de batalha
A fala se encaixa no movimento da oposição que vem
capitalizando a ofensiva americana contra as facções para emparedar o governo.
Com a segurança pública despontando como a maior preocupação do eleitorado nas
pesquisas recentes e historicamente sendo um flanco frágil da esquerda, Moro
repisa o discurso de que Lula seria leniente com o crime. O fato de o governo
brasileiro ter se posicionado contra a medida americana entrega à oposição a
munição que faltava para a narrativa.

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