O RN registrou a frustração de cerca de R$ 13
bilhões em investimentos após a devolução de outorgas de projetos de usinas
solares entre 2025 e o início de 2026, segundo levantamento da Associação
Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar),
cenário que acende alerta para impactos na economia, empregos e atração de
novos empreendimentos no estado.
De acordo com os dados, foram
devolvidos 2,8 gigawatts (GW) em capacidade de geração, volume
superior aos 2,1 GW atualmente em operação no RN. Ao todo, 51 projetos foram
afetados, o que representa cerca de 7% das devoluções registradas no Brasil no
período analisado, conforme informações da Tribuna do Norte.
Segundo a Absolar, um dos principais fatores para a
desistência dos empreendimentos é o chamado “curtailment”, que são cortes na
geração de energia renovável sem compensação financeira aos produtores, além de
entraves regulatórios e limitações na infraestrutura de escoamento.
Representantes do setor energético apontam que o
cenário pode impactar diretamente a geração de empregos, a arrecadação e a
competitividade do estado, além de aumentar a cautela de investidores nacionais
e internacionais na destinação de novos recursos para o RN.
De acordo com especialistas e entidades, mudanças
recentes no marco regulatório do setor elétrico, redução de subsídios e
incertezas jurídicas também estariam entre os fatores que influenciam a
devolução das outorgas e a retração dos projetos no estado.
As informações são baseadas em levantamento da
Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) e em declarações
de representantes do setor.

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