O médico intensivista Saul Oliveira e Costa, de 43
anos, que estava desaparecido desde o dia 14 de maio, em Natal, foi encontrado
sem vida. O caso gerou forte comoção entre colegas, amigos e profissionais da
área da saúde no Rio Grande do Norte.
Saul atuou durante anos em hospitais importantes do
estado, incluindo unidades da rede privada, e, segundo pessoas próximas, estava
afastado das atividades profissionais há cerca de um ano após enfrentar um
grave quadro de sofrimento psíquico.
Sem entrar em detalhes sobre as circunstâncias da morte,
amigos próximos relatam que o caso escancara uma realidade silenciosa e cada
vez mais presente entre profissionais da saúde: o adoecimento emocional de quem
dedica a vida ao cuidado do outro.
“Há um evidente adoecimento de quem cuida dos
doentes. Os profissionais da saúde, que cuidam da população, estão adoecendo
vítimas de burnout, frustração e jornadas excessivas de trabalho”, relatou
uma fonte próxima, que preferiu não se identificar.
Ainda segundo o relato, muitos profissionais vivem
submetidos a rotinas intensas, acúmulo de plantões, pressão por resultados e
cobranças constantes, além da necessidade de buscar reconhecimento e
estabilidade financeira em um cenário cada vez mais competitivo.
“Existe também uma pressão por visibilidade e
exposição. Muitos acabam tentando se reinventar nas redes sociais para atrair
pacientes e manter seus consultórios, mas nem sempre conseguem a remuneração e
o reconhecimento que esperavam”, afirmou.

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